A expressividade do vestuário
Caminhar diariamente nas ruas das nossas cidades permite observar uma infinidade de coisas. Neste caso, não me refiro ao fascínio pelas montras e pelos saldos mas sim a simples observação das pessoas que, num rodopio quotidiano, se deslocam para os empregos, para a escola ou para uma ida ao café.
O interessante é que esta massa populacional, devido ao ritmo frenético em que vive, não possui tempo para olhar para o lado e ver que esta multidão, apesar de não se conhecer, possui semelhanças entre elas. Não propriamente similitudes ao nível físico, mas sim ao nível de uso e apropriação de certo tipo de vestuário.
Sem dar conta, aquele casaco ou camisola que costuma usar e que tanto gosta é uma forma de linguagem que permite, de forma cómoda e discreta, comunicar formas de pensar, sentir e estar sem que para tal seja necessário o recurso à palavra.
O vestuário funciona como uma forma de expressividade, de auto-realização e por vezes uma fuga a tudo aquilo que é considerado como normal.
Ou não se lembram daquele vizinho, ou aquele rapaz que, por acaso, era colega daquele nosso amigo que teimava em usar aquelas calças do século passado, ou aquela camisa que mais parecia ter saído de um filme da época em que o actor Travolta ainda sabia dançar. Apesar de caricato, o facto, é que esta personagem, acabada de inventar, serve para explicar que todos nós temos um estilo de vida muito próprio que ora nos individualiza ora nos enquadra num determinado grupo, ou seja, liberdade só nos filmes, pois na realidade a sociedade que envolve os indivíduos influencia a forma como nos vestimos. Certamente que o colega do nosso amigo, na tentativa de fuga àquilo que está instituído vestia daquela forma e certamente que o conseguia pois, pelo menos, era alvo de comentários daqueles considerados como “normais”.
O interessante é que esta massa populacional, devido ao ritmo frenético em que vive, não possui tempo para olhar para o lado e ver que esta multidão, apesar de não se conhecer, possui semelhanças entre elas. Não propriamente similitudes ao nível físico, mas sim ao nível de uso e apropriação de certo tipo de vestuário.
Sem dar conta, aquele casaco ou camisola que costuma usar e que tanto gosta é uma forma de linguagem que permite, de forma cómoda e discreta, comunicar formas de pensar, sentir e estar sem que para tal seja necessário o recurso à palavra.
O vestuário funciona como uma forma de expressividade, de auto-realização e por vezes uma fuga a tudo aquilo que é considerado como normal.
Ou não se lembram daquele vizinho, ou aquele rapaz que, por acaso, era colega daquele nosso amigo que teimava em usar aquelas calças do século passado, ou aquela camisa que mais parecia ter saído de um filme da época em que o actor Travolta ainda sabia dançar. Apesar de caricato, o facto, é que esta personagem, acabada de inventar, serve para explicar que todos nós temos um estilo de vida muito próprio que ora nos individualiza ora nos enquadra num determinado grupo, ou seja, liberdade só nos filmes, pois na realidade a sociedade que envolve os indivíduos influencia a forma como nos vestimos. Certamente que o colega do nosso amigo, na tentativa de fuga àquilo que está instituído vestia daquela forma e certamente que o conseguia pois, pelo menos, era alvo de comentários daqueles considerados como “normais”.



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